Dr. João de Souza Filho A sabedoria como meio para resgatar a auto-estima
"Aos quinze anos, me dispus a aprender Aos trinta, firmei os pés no chão Aos quarenta, já não sofria perplexidades Aos cinqüenta, conhecia as solicitações do Céu Aos sessenta, as ouvia com ouvidos dóceis Aos setenta, pude seguir os ditames do coração"...
Confúcio - 551/479 AC Filosofo/Teórico Social
Há 22 anos como médico e terapeuta transpessoal, atuando na área da saúde plena das pessoas na terceira idade, freqüentemente ouço questionamentos que se apresentam muito mais como afirmação embutida do que dúvida tácita: "O que tem de positivo em envelhecer?". E complementam com todas as inequívocas degenerescências físicas próprias dessa faixa etária, ou seja, rugas, compleição muscular, debilidade óssea, perda da acuidade visual e auditiva, etc, etc. como que já querendo me convencer de que nada tem de positivo em envelhecer.
Numa análise menos prudente, corre-se o risco de concordar com tais colocações. Porém, cabe aqui uma auto-análise: quem é responsável por essa convicção do idoso? (Definimos IDOSO qualquer pessoa acima de 60 anos).
Num questionário informal que fizemos ao longo de nosso trabalho na área, com indivíduos de 20 a 40 anos, por ocasião de cursos, palestras, atendimentos de clínica, abrangendo os mais diferentes níveis intelectuais, sociais, culturais e étnicos, causou-nos surpresa o número de respostas "VERDADEIRA" à afirmação (as opções eram: verdadeira ou falsa), de cerca de 91% de entrevistados para as questões abaixo:
1. O IDOSO PERDE A CAPACIDADE DE APRENDER.
|