Maryara Molina
Busca do equilíbrio Consideramos o Balanceamento Energético uma forma de educação corporal, que tem por base o toque e o movimento corporal e que objetiva propiciar o equilíbrio entre forças opostas em um ser. O teste muscular é o elemento básico em que diferentes técnicas e procedimentos se interligam a uma ciência chamada Cinesiologia Aplicada e Especializada. É por meio do teste muscular de precisão que nos é possível reconhecer especificamente como se configura a desarmonia. O próximo passo é trabalhar os aspectos desarmônicos, seguindo a prioridade de cada pessoa. Seu diferencial está na delicadeza empregada para lidar com cada ser de forma particular. Como cita Henny (1995), existem dois tipos de balanceamento essencialmente diferentes: o modelo médico e o modelo educacional, tornando-se absolutamente necessário discernir em qual dos dois se está atuando.
I – O Modelo Médico Nesta forma terapêutica, procuram-se os músculos hipotônicos ou os hipertônicos e trabalha-se o sistema adequado, indicado pelo próprio músculo ou por seus pontos de reflexo (NL, NV ou AP). Dessa forma, podemos dizer que o próprio corpo fala e indica o caminho para normalizar a situação, de modo que o tônus volte ao músculo. É quando dizemos que o músculo voltou a tornar-se forte.
II – O Modelo Educacional Depois de verificar que a energia (por nós chamada de energia vital) está fluindo sem bloqueios nas 14 avenidas principais, o facilitador (não mais chamado de terapeuta) especializado nesta atividade procura um músculo confiável e começa a trabalhar uma questão específica, trazida pelo cliente. Quando prioritária esta questão desliga o músculo, pois tanto a vibração da palavra quanto o desenho mostrado ou tocado pelo cliente lhe proporciona um quadro de stress. Daí a denominação deste músculo de músculo indicador. Este músculo passa a ser, então, o intermediário entre a fonte de informações sobre aquilo que se passa no interior da pessoa e ela mesma. Esta fonte é chamada de Inteligência Inata. Cabe ao facilitador interpretar as informações apresentadas pelo corpo e transmitir seu conteúdo ao dono do corpo (cliente).
Educação e Autocura Nós do Instituto Tadashi Katomoto escolhemos trabalhar com o segundo modelo, o Modelo Educacional, que ao promover a Educação e a Autocura pode gerar a mudança de comportamento. É o cliente quem dirige o Balanceamento Energético, é ele quem tem o poder de TRANSFORMAÇÃO e de TRANSMUTAÇÃO (ainda que não o saiba). Ao facilitador cabe apenas "obedecer" as ordens da inteligência inata do cliente. Portanto, nessa abordagem, é necessário que o cliente tenha o desejo de mudar seu modo de vida. Já ao facilitador é importante que seja:
- Um canal limpo e com a intenção de que o melhor aconteça para o cliente. O que implica não somente sintonização com o SER no presente, como também entrar em plena ressonância com ele; - Usar a mesma linguagem suave da voz interior do cliente, como: "isto faz sentido para você?", "você se dá conta de que isso ocorre na sua vida?"; - Evitar responder pelo cliente, mas promover a descoberta, a consciência. Uma vez que essencialmente nosso ser sabe escolher o que quer, mas não o faz por medo (nas mais diferentes formas), um elemento que normalmente nos impede de agir.
Por acreditarmos que a energia segue o pensamento, com suas técnicas, práticas e essências florais, o Balanceamento Energético busca promover o "estalo", o insight em que a luz penetra o espírito e tudo fica claro de vez! Por meio da limpeza da carga emocional negativa de condições de stress passadas, que se dá pela compreensão, mudança de visão e descoberta de novos recursos, podemos retomar nosso poder de escolha. Ou seja, o Balanceamento Energético é uma oportunidade do c |